Maneiras de Amamentar-Relato de experiência

Nathália Madruga, 22 anos, Mãe do Valentin 3 meses

O Valentin nasceu em uma tarde de domingo, após indução do parto, por complicações em relação a hipertensão causada ao longo da gravidez. Eu estava com 39 semanas, ocorreu tudo bem, fiz cesárea. Após 2 dias no hospital, fui para casa, no hospital tiveram que dar fórmula na seringa para o Valentin, e na alta me recomendaram a dar a fórmula até que o meu leite descesse.
Fui para casa, meu leite desceu dois dias depois, meu seio parecia que ia explodir de tanto leite, tentei dar o seio de todas as formas possíveis, mas ele não tinha a pega a correta, era preguiçoso e bravo, não tinha muita paciência, e eu recém no início do puerpério frágil, me abalava muito. Até que coloquei o bico de silicone, ele conseguia pegar o seio com o bico, mas ele foi crescendo e ficando insuficiente, eu tirava o leite e dava no copinho mas mesmo assim parecia ser insuficiente para ele, ele brigava muito, chorava. Até que de tanto chorar e eu tanto tentar todas as formas, por palpites, dei a mamadeira. Claro, me senti mais aliviada, pois meu filho estava sendo alimentado e não chorando de fome. Mas isso foi me abalando, me deixando triste, pois eu tinha leite, e mesmo tirando tinha que completar com a fórmula, pois meu leite começou a diminuir. Até que conversando com a Lorraine criadora do Laços Materno, que contei que tinha o sonho por amamentar e não conseguia, tentamos a relactação com o meu bebê, por meio de sonda, por copinho novamente, e no começo foi só sucesso. Mas depois, ele foi negando o seio, fazendo birra, por conta da confusão de bicos. Mamadeira x chupeta. Mesmo ele negando eu fui insistindo pois eu não me conformava em ter o alimento saudável e não conseguir dar. Diante de todo esse processo fui amadurecendo a ideia de que eu insisti de todas as maneiras possíveis, eu chorei, me julguei e repassei toda a gestação na minha cabeça pra saber onde foi que eu errei, eu tentei de tudo mas não deu certo,’ mas sei que me esforcei para dar certo. Aí, fui vendo que dando mamadeira eles também olham no nosso olho e também seguram nosso dedo quando mama Foi aí que eu decidi e conversei com a Lo que me deu todo o suporte para encarar a minha desistência e trabalhar a amamentação para o próximo bebê no futuro. Entendi, que o vínculo de mãe e filho não está somente no peito e sim no carinho, amor que nós temos um pelo outro,no banho de chuveiro, nas brincadeiras…o não amamentar não quer dizer que eu seja menos mãe. Hoje sou a mãe mais feliz do mundo, por cada mamazinho enxergar os olhinhos do meu bebê me admirando do mesmo jeito que era quando eu amamentava, vejo meu filho forte e saudável. Tenho eterna gratidão pela excelente profissional que a Lo é, por ter me dado o suporte tanto na relactação e tanto na desistência desse processo que é lindo de qualquer forma.

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